Casillas regressa ao Porto para tribunal e pede 3,7 milhões por incapacidade

A presença de Iker Casillas no Palácio da Justiça, nesta segunda‑feira, trouxe novamente à memória o dramático episódio que abalou o antigo guarda‑redes do FC Porto em maio de 2019. O espanhol compareceu ao processo que visa obter 3,7 milhões de euros por incapacidade para o trabalho, alegando que o infarto agudo do miocárdio sofrido durante um treino no Olival lhe impediu de exercer a profissão que lhe era cara.
Era um dia normal, explicou o próprio Casillas ao juiz. Deixou os filhos no colégio, tomou o pequeno‑almuerzo, chegou ao Olival às 9h30 e dirigiu‑se ao ginásio. Cerca das 11h00, ao iniciar a atividade física, sentiu uma forte pressão no peito e, como descreveu, “não consegui continuar a treinar e tive de me deitar”. O médico Nelson Puga interveio e o encaminhou à CUF do Porto, onde relatou ter tido medo e dificuldade em respirar.
Rotina e limitações atuais
Desde então, o ex‑guarda‑redes, agora com 45 anos, alterou completamente o estilo de vida. “Vou ao ginásio, jogo padel, mas não posso correr”, afirmou em tribunal, acrescentando que a primeira semana foi de repouso absoluto, que começou a caminhar após dez dias e que só sete meses depois se sentiu novamente como ele próprio.
A ação dirige‑se contra a seguradora Fidelidade e contra o próprio FC Porto, que segundo o requerente mantém responsabilidade pela incapacidade permanente. A defesa, por sua vez, questionou declarações feitas por Casillas na Web Summit de 2021, quando descreveu o incidente como “muito rápido”. O advogado do jogador rebateu a acusação, lembrando que os jogos de Real Madrid Legends e as competições de padel são apenas “jogos amigáveis, jogos de exibição. Não têm o nível e exigência do futebol profissional”.
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