CFO do FC Porto rejeita proposta do Nacional para centralização televisiva

A declaração do CFO do FC Porto, José Pedro Pereira da Costa, chega num momento crítico em que a Liga Centralização debate a distribuição dos direitos televisivos, com implicações directas no futuro económico do futebol nacional.
Ao abrir a entrevista, Pereira da Costa sublinhou que “o FC Porto tem estado envolvido neste processo com sentido de responsabilidade, lealdade institucional e com base em pressupostos de racionalidade que não coloquem em causa a competitividade do futebol português”. O dirigente alertou ainda que “não podemos aceitar” a importação acrítica de modelos estrangeiros que não se adequam ao contexto local.
A visão do CFO
Referindo a proposta do presidente do Nacional, o CFO afirmou que “aquilo que não podemos aceitar é que se tente importar, de forma acrítica, modelos de distribuição aplicados em Inglaterra, França ou Espanha, como se a realidade portuguesa fosse comparável a esses mercados”. Reforçou que a demografia e a capacidade associativa dos clubes insulares não se equiparam às grandes ligas europeias.
Continuando, Pereira da Costa recordou que a UEFA utiliza critérios semelhantes na repartição das verbas da Liga dos Campeões, onde apenas 27,5 % são distribuídos de forma equitativa, e destacou que “na época 2024/25, o rácio entre o clube que teve maiores receitas (PSG) e o que teve menos (Slovan Bratislava) foi cerca de oito vezes”. Para o Porto, “é impossível” aceitar critérios que não considerem o peso efetivo de cada clube na criação de valor e na internacionalização.
Em síntese, o CFO concluiu que a centralização só terá credibilidade se respeitar a realidade portuguesa, evitando ruído e instabilidade que “só irão desvalorizar o produto que a Liga Centralização tem procurado maximizar”. O posicionamento do clube pressiona a direção da liga a rever a proposta antes de avançar para uma nova fase de negociação.
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