Conselho de Disciplina arquiva queixa do FC Porto contra Gonçalo Inácio

A deliberação do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol foi divulgada na última semana, pondo fim à queixa apresentada pelo FC Porto contra Gonçalo Inácio, surgida após um incidente envolvendo o avançado William Gomes na segunda mão das meias‑finais da Taça de Portugal.

Jogador em destaque
William Gomes
Decisão do Conselho de Disciplina
De acordo com o acordão, Inácio teria agredido o jogador durante uma ação ofensiva em que William Gomes avançava em clara progressão rumo à baliza adversária. O documento cita que “agrediu o jogador no decurso de uma ação ofensiva em que o jogador William Gomes se encontrava em clara progressão com a bola controlada em direção à baliza adversária”.
Entretanto, o Conselho argumentou que a situação não constitui um “erro claro e óbvio”, razão pela qual “não há lugar a intervenção”. A explicação sublinha que, mesmo após revisão pelo VAR e AVAR, a existência de infração ao artigo 154.º, n.º 5 do RDLPFP permanece contestada e duvidosa, não ultrapassando a dúvida razoável.
O árbitro Miguel Nogueira, interrogado sobre a sua avaliação, afirmou: “Não, motivo pelo qual não assinalei qualquer infração em terreno de jogo”. A sua decisão de não marcar falta reforça a conclusão do órgão disciplinar.
Com o arquivamento, o FC Porto mantém a equipa completa para os próximos confrontos, embora a direção tenha manifestado descontentamento face à falta de penalização. O episódio realça a complexidade dos processos de revisão e a necessidade de critérios ainda mais claros nas decisões disciplinares.
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