Farioli entrega questionário anónimo e abre espaço à crítica dos jogadores

A sessão de Media Day no Estádio do Dragão transformou‑se numa rara oportunidade para o treinador Francesco Farioli ouvir, em voz alta, as queixas e sugestões dos seus jogadores, tudo sob o olhar atento de jornalistas europeus. O evento, organizado após a conquista do título da I Liga, serviu de palco a um exercício de transparência que raramente se vê nos bastiões do futebol português.
Durante o encontro, Farioli entregou a cada atleta um formulário anónimo, pedindo‑lhe que apontasse o que apreciava e o que considerava deficitário no plano de jogo. "Dei-lhes um questionário anónimo sobre coisas de que gostavam e não gostavam." As perguntas eram amplas, mas incluíam também itens específicos sobre a organização tática, permitindo aos jogadores traçar linhas de melhoria sem receio de retaliações.
## O que disse o treinador
O italiano sublinhou que, embora alguns considerem a abordagem previsível, “isto, a certa altura, foi definido como uma forma previsível de jogar ou não tão excitante”. Acrescentou ainda que “para mim, essa parte não importa realmente. O que me importa é que os jogadores acreditem no que fazem e sintam benefício nisso”.
A resposta dos atletas, segundo o próprio técnico de 37 anos, revelou‑se surpreendente: “quando coloco uma pergunta bastante complicada no vídeo, há aquele momento de silêncio e há dois ou três nomes que estão sempre a sair com comentários muito bons. E alguns destes são os mais inesperados…”. Essa dinâmica demonstra que a comunicação aberta pode gerar insights valiosos que, de outra forma, permaneceriam ocultos nos treinos habituais.
Com a confiança reforçada, Farioli deixa clara a intenção de transformar as críticas recolhidas em ajustes concretos antes do próximo confronto da equipa principal, mantendo a filosofia de um futebol que une disciplina tática a liberdade de expressão dos jogadores.
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