Sérgio Conceição rompe o silêncio e revela por que a saída do FC Porto foi tão difícil

A entrevista concedida à TVI marca o primeiro instante em que Sérgio Conceição rompe o silêncio que manteve desde que deixou o FC Porto há dois anos, oferecendo ao público uma visão íntima dos fatores que pesaram na sua decisão de encerrar um ciclo de sete temporadas ao comando da equipa principal.
"Vários motivos, a minha saída do FC Porto não foi fácil, a todos os níveis. Ligação de 7 anos como treinador, o fim de um ciclo de alguém que marcou a minha carreira desportiva, o presidente Pinto da Costa. Era a altura que tinha de ser", afirmou o ex‑treinador, sublinhando a influência do dirigente e a carga emocional que acompanhou a partida.
O que disse sobre o Al‑Ittihad
Ao analisar a passagem pela Arábia Saudita, Conceição recordou: "Cheguei depois de um ano positivo do clube. Ganharam campeonato e a King Cup, mas sabia‑se de alguns problemas na estrutura. Saio com uma experiência muito diferente. Eles não estão habituados a treinar durante o dia. Se tivéssemos mais do que um treino por dia já era difícil para eles respeitar os horários". O relato evidencia as diferenças culturais e organizacionais que encontrou fora da Europa.
Reflexões sobre o Milan
Sobre a breve etapa italiana, o treinador lembrou: "Os seis meses no Milan foram bastante interessantes". A experiência, embora curta, serviu‑lhe de aprendizagem e reforçou a sua capacidade de adaptação a ambientes de alta pressão, acrescentando uma camada extra ao seu percurso profissional.
A entrevista não se limitou ao âmbito profissional; Conceição também partilhou memórias da infância, a perda precoce dos pais e o apoio da família, sobretudo da sua mãe enferma na altura da saída. "Eles podiam olhar para mim e ver que tudo o que foi o sacrifício deles valeu a pena. Lutei sempre com isso em mente. Sim, choro", declarou, revelando a profunda ligação entre a sua vida pessoal e a dedicação ao futebol.
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