Villas‑Boas destaca o “efeito Mourinho” e a geração de ouro de Portugal para o Mundial 2026

Num painel realizado esta quarta‑feira, André Villas‑Boas, presidente do FC Porto, encontrou‑se com Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, para analisar as perspetivas de Portugal no próximo Mundial. O dirigente sublinhou a importância de transformar a excelência desportiva em talento emergente, num contexto onde o clube se coloca como referência de formação nacional.
## O efeito Mourinho
«Sonhos difíceis. Temos uma capacidade de gerar talento única, também pela transformação dos nossos líderes desportivos, como os treinadores, muito fruto do efeito Mourinho. Quando venceu com o seu método e liderança, criou nos jovens portugueses a vontade de serem treinadores antes de jogadores. Perguntando isso nas faculdades, na capacidade de evolução, duração, metodologia, ele é ímpar, um exemplo e uma referência, e por conta disso temos muito bons treinadores a trabalhar em Portugal na formação, o que nos permite ter uma geração de ouro que chega ao Mundial com possibilidades de o ganhar, sendo que tem pela frente a geração de ouro de França e Espanha», frisou o presidente máximo do FC Porto.
«Eu tenho boas expectativas, mas o Mundial é sempre complicado. É um sonho, temos visto um Portugal ascendente, com vitórias na Liga das Nações e no Europeu, que nos permite ambicionar o título. Temos uma geração de ouro que termina e tem de ser valorizada», completou Villas‑Boas, lembrando que a consistência nos últimos anos reforça a confiança no plantel nacional.
A mensagem de Villas‑Boas reforça a estratégia do FC Porto de investir na formação e na promoção de técnicos portugueses. Ao salientar a influência de José Mourinho na criação de uma cultura de liderança, o presidente projeta um futuro onde a experiência local alimenta ambições internacionais, colocando Portugal como candidato sério ao troféu mundial.
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