Villas‑Boas reforça que investimento estrangeiro está fora de questão no FC Porto

A situação actual do FC Porto passa por uma reflexão profunda sobre a sua identidade enquanto clube de associados, e o presidente André Villas‑Boas não deixa margem a dúvidas: a entrada de capital estrangeiro está fora de questão, sob pena de comprometer a própria essência do clube.
Segundo o dirigente, "Se abrirmos um dia a porta a investimento estrangeiro, seja em que moldes for, será o princípio do fim do FC Porto enquanto clube de associados". Argumenta que a dependência de fundos externos traz consigo a volatilidade de interesses internacionais, que podem destruir a cultura, os valores e os princípios que sustentam a história da entidade.
## Visão do presidente
Além das palavras, Villas‑Boas sublinha que o modelo associativo representa uma vantagem competitiva no panorama europeu, pois não está sujeito às extravagâncias de proprietários estrangeiros que, segundo ele, “da extravagância de um chinês se passa para um russo, de um russo para um americano, de um americano para um inglês”.
Em vez de procurar capitais externos, a direção aposta em novas formas de receita, como as Dragon Notes, que já demonstraram capacidade de gerar sustentabilidade. Refere ainda que o Sporting já lançou o Lion Notes e que o Benfica poderá seguir um caminho semelhante, reforçando a ideia de que a autonomia financeira pode ser alcançada sem recorrer a investidores externos.
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