Médico do FC Porto afirma que Casillas podia regressar ao alto nível após enfarte

A declaração do diretor clínico do FC Porto, Nelson Puga, trouxe nova luz ao debate sobre a condição física do antigo guarda‑redes espanhol Iker Casillas, que sofreu um enfarte em 2019.
Nelson Puga afirmou, "A 2 de maio de 2020 podia ter voltado à competição de alto nível. Isso não tenho a mais pequena dúvida", ao responder ao advogado do jogador durante a terceira sessão do julgamento no Tribunal do Trabalho do Porto.
O parecer do cardiologista
O cardiologista Luís Macedo, que acompanhou a intervenção de emergência, salientou que "Tempo é músculo cardíaco. Quanto mais tempo demorar a abrir a artéria, mais sequelas pode ter", explicando que a rápida ação médica limitou os danos ao músculo cardíaco e que Casillas recuperou a capacidade funcional sem arritmias.
Questionado sobre a existência de nexo causal entre o treino e o episódio, Puga respondeu que "O enfarte decorre da doença. Tudo o resto são especulações. Não há trabalhos científicos que permitam dizer que foi o treino que provocou o enfarte", reforçando a ausência de evidência de que o esforço físico tenha sido o gatilho.
Em conclusão, o médico destacou que a decisão de não regressar aos relvados resultou, na sua perspetiva, da perda de motivação do próprio jogador e da falta de interesse em renovar contrato, apesar da plena aptidão física demonstrada.
+18 · Joga com responsabilidade · jogoresponsavel.pt
Reage ao artigo




