Villas-Boas revela a batalha quase impossível que quase afundou o FC Porto

A entrevista concedida por André Villas‑Boas no podcast Primeiro Toque trouxe à luz a crise que assolava o FC Porto quando assumiu a presidência a 27 de abril de 2024, com dívidas que ameaçavam a própria existência do clube. A realidade era descrita como “muito difícil, quase uma batalha impossível, ao ponto de ter assustado bastante”, evidenciando a gravidade da situação antes de qualquer medida corretiva.
Num primeiro momento, a falta de liquidez obrigou a direção a recorrer a sócios generosos, que injetaram capital imediato para saldar obrigações de 16 milhões de euros, incluindo pagamentos a fornecedores, clubes, salários de funcionários e jogadores. Sem esse apoio, o clube teria entrado numa situação de incumprimento que poderia ter comprometido a sua credibilidade no mercado.
## O que disse o presidente
A partir daí, o projecto Porto StadeCo permitiu levantar 115 milhões de euros através de US private placement bonds, seguido da venda de parte da entidade à Ithaka, elevando o capital disponível para cerca de 180 milhões. Em janeiro de 2025, as transferências de Nico González e Galeno geraram uma injeção adicional de 110 milhões, reforçando a estabilidade a curto‑prazo e possibilitando investimentos no plantel da temporada 2025/26.
Villas‑Boas concluiu que “todas estas operações foram absolutamente fundamentais para a sustentabilidade do clube, pelo menos a curto prazo, para a resolução de imensos problemas e para tornar o FC Porto um clube credível na banca”. A sua avaliação final destacou que, apesar de ainda não ser o plantel mais valioso de Portugal, o clube está a poucos milhões de distância do rival mais caro, sinalizando uma recuperação firme e um futuro mais seguro.
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