Villas‑Boas denuncia falhas do VAR e clama por uniformização tecnológica

A entrevista concedida ao Jogo/TSF trouxe à luz a profunda insatisfação de André Villas‑Boas com a arbitragem nacional, sobretudo no que respeita ao video‑árbitro. O dirigente sublinhou que a falta de uniformidade nas câmaras e a fraca qualidade tecnológica têm comprometido decisões cruciais, como o polémico fora de jogo do FC Porto B na época passada.
Villas‑Boas insistiu que a primeira medida imprescindível é a uniformização das câmaras VAR em todos os relvados portugueses, com o mesmo número de dispositivos, a mesma resolução e, sobretudo, a mesma taxa de frames. “As câmaras utilizadas na Premier League para decidir foras de jogo são capazes de dar 60 frames por segundo. Já as câmaras portuguesas estão entre os cinco e os dez frames”, alertou, evidenciando a diferença entre uma bola colada ao pé e uma ligeira separação de cinco centímetros. Argumentou ainda que a centralização dos custos, em parceria com a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal, facilitaria a adoção imediata da tecnologia avançada.
## A visão de Villas‑Boas
O presidente não poupou críticas ao que considerou “um falhanço evidente” na gestão da arbitragem: “Esta época do CA foi um falhanço evidente”, declarou, acrescentando que “é algo patético que temos de combater”. Defendeu ainda que a formação dos árbitros e a sua avaliação devem ser revistas, de modo a garantir coerência nas decisões e evitar situações como a do FC Porto B, quando a luz solar e o posicionamento das câmaras impediram a correta marcação de um fora de jogo.
Por fim, Villas‑Boas destacou o apoio recente do presidente da Liga, Pedro Proença, que se mostrou receptivo ao movimento impulsionado pelo clube. O dirigente do Dragão concluiu que, ultrapassadas as questões tecnológicas e financeiras, “o produto do futebol português também melhora, há menos casos nos nossos jogos, melhores decisões de arbitragem”. O objetivo, segundo ele, é colocar a verdade desportiva a serviço da competição, evitando injustiças que possam comprometer a credibilidade da liga.
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