Villas-Boas adia ampliação do Estádio do Dragão até 2032

A situação financeira do FC Porto obriga o presidente André Villas‑Boas a adiar, pelo menos por agora, a ambição de ampliar o Estádio do Dragão. Na Conferência Bola Branca, o dirigente revelou que a taxa de ocupação chegou a 91 % nos últimos encontros, com lotes de 45 a 48 mil adeptos, e até 50 mil perante o Santa Clara, mas que a realidade económica impede avançar com a expansão. Segundo ele, a média de público ronda os 35 mil nas partidas de dezembro e janeiro, o que demonstra uma oscilação ainda demasiado grande.
## O que disse o presidente
Villas‑Boas sublinhou: "É difícil pensar na ampliação do estádio. Tivemos 91% de ocupação do nosso estádio, tivemos muitos jogos cheios, com os 45 ou 48 000 adeptos, tocámos nos 50 000 frente ao Santa Clara, mas não nos vejo em condições financeiro‑económicas para permitir um sonho desses tão cedo". Acrescentou ainda que a remodelação das áreas de corporate hospitality, serviços de catering e restaurantes continua em curso, mas que a ampliação só será viável “para lá de 2032, seguramente”.
Entretanto, o presidente destacou que o clube está a investir em projetos paralelos, nomeadamente no futebol feminino, que já conquistou duas épocas invencíveis e avançou até ao Jamor, bem como no lançamento da equipa sénior de futsal. Estes desenvolvimentos, segundo Villas‑Boas, são essenciais para consolidar a base formativa e evitar que se transformem em custos insustentáveis.
Com um crescimento associativo de 20 % ao ano e uma lista de lugares anuais ainda em espera, o dirigente vê sinais positivos, embora a meta de elevar a capacidade do Dragão até 2040 permaneça distante. Ele concluiu que, enquanto não houver estabilidade económica suficiente, o foco continuará na melhoria dos serviços existentes e na expansão gradual da comunidade de sócios.
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