André Villas‑Boas rejeita modelo do Benfica e defende clube de associados

A recente entrevista concedida ao ECO revelou a postura firme do presidente André Villas‑Boas perante eventuais investimentos externos, lembrando o caso do rival Benfica. O dirigente sublinhou que o objetivo primordial é preservar o FC Porto como clube de associados, evitando que capital estrangeiro altere a estrutura acionista do Dragões.
Na sequência, Villas‑Boas recordou que, ao assumir a presidência, os cofres da SAD continham apenas oito mil euros. "Não é o que se dizia, não! Foi o que eu constatei. Infelizmente, não é o que se dizia!" declarou, acrescentando que a situação exigia o pagamento de quinze milhões de euros até ao final de maio, o que considerou "relevante".
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Por outro lado, o presidente destacou que a reestruturação da dívida, apoiada em sócios que emprestaram capital imediato, permitiu levantar cerca de cento e oitenta milhões de euros em dívida americana. Esse plano, ancorado no ticketing e nas receitas comerciais, garante a sustentabilidade a longo prazo e afasta a necessidade de recorrer a investidores externos.
A próxima concentração da equipa, orientada pelo treinador Luís Freire, inclui a esperada entrada do avançado Jonathan David, reforçando a mensagem de que o sucesso desportivo pode ser mantido sem comprometer a identidade de clube de associados. Villas‑Boas concluiu que só admitiria rever a situação capitalística caso ocorresse um verdadeiro descalabro financeiro, algo que a direção acredita ser capaz de evitar.
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